Enfim...se eu quiser emprestar o meu carro não posso? Se me emprestarem um casaco não posso usufruir dele? E se me emprestarem um cd? Um livro? Não posso ouvir, não o posso ler? E se eu quiser emprestar a mais pessoas é proibido? Se tal acontecer elas não estarão a usufruir desses bens, sem qualquer custo? E se me apetecer emprestar música a um desconhecido para partilhar com ele? E se lhe apetecer emprestar-me a mim? E se quisermos usar a internet para isso? E se quiser gravar uma cópia daquilo que me emprestaram?! Alguém me pode dar com clareza respostas a estas perguntas?!
Vá lá, toda a gente gravava um cd que gostasse para uma cassete se tivesse oportunidade disso e não quisesse gastar dinheiro no cd.
A única diferença actualmente está na qualidade... Querem atacar a internet? a velocidade?..que se paga...e bem, diga-se de passagem! Querem atacar a qualidade ou adaptar-se a ela?
Eu compreendo perfeitamente a posição da indústria, afinal de contas está a defender a sua dama, ou o vestido de seda da sua dama quanto mais não seja...
No entanto, a salvaguarda moral e jurídica com a qual se pretendem defender do vulgar mas vil "sacador", que é como um criminoso encapuzado arrasador de bancos, não encerra muitas questões que dificilmente deixarão de estar em aberto...