Quinta-feira, 6 de Abril de 2006
Bem!
Tudo fixe, paga-se por cada download audio, mas exige-se que se pague por linha
lida em qualquer biblioteca, por cada titulo que se sussurre ao amigo(a), por
cada vez que dissermos "morangos com açucar", "Rolling Stones", "Garbage", "O
Aviador" etc. Sim, deviamos pagar. Não é o que querem? que se pague direitos
de autor disto e daquilo?
Agora. Deviam-nos pagar por cada vez que nos impengem publicidade na TV, na
Rádio, nas paredes, nas estradas, no futebol etc. A verdade é que não somos
obrigados a ver e/ou ouvir esta musiquinha num quaquer spot publicitário ou a
que quando rodamos o olhar por qualquer rua ou estrada se nos deparem,
inocentes, os cartazes outdor. A verdade é que sempre que entro numa rua e no
meu espaço visual se encontra um cartaz ninguém me pergunta se vou olhar
porque tenho de pagar essa mirada em nome dos direitos de autor, também
ninguém me pergunta se quero receber, pois é publicidade e eu não a pedi.
O ponto é este: Eu tenho o dever de pagar por cada download que faça (direitor
de autor de determinada obra), mas tenho o direito de andar pelas ruas sem ter
que ver qualquer publicidade, apenas porque não a quero ver, mas é um direito
e deviam pagar essa invasão, de igual modo não quero ser incomodado nas ruas
por barulhos estridentes e músicas duvidosas durante as campanhas eleitorais.
Não quero.
Só se devia pagar direitos de autor quando nos pagassem por cada linha que
lemos na escola, por cada cartaz que nos invadiu os espaço visual e cada som
que somos obrigados oa ouvir sem o querermos.
Quando querem promover algo, nós, somos obrigados a ouvir, não há radio ou tv
que não passe, ninguem nos pergunta ou paga para tal, entorna-nos simplesmente
para cima, depois querem que se pague? Sim, eu pago-lhes, mas quando pagarem
toda a enxurrada de sons e elementos visuais que sou obrigado a ouvir sem o
querer.
Casa das Murtas